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domingo, 1 de novembro de 2009

SOBRE O MENINO E O CÉU

Ele amava a noite como se fizesse parte dela
Ele se entregava a ela como se fosse comum
Nada nele cabia aos moldes.
Ele olhava a lua como quem vê-se distante
Ele sentia a lua como quem vence a si mesmo.
Nada o predia no chão.
Ele encontrava em seu mundo tudo que desvencilhou
Ele desatava os rótulos como quem desata aos nós.
Nada lhe cabia sem encher.
Ele se entregou ao céu fez-se dele a única estrela.
Ele se ergueu num Sol segurando as amarras da noite.
Nada lhe aconteceu,
Ele não adormeceu e em seu pranto a noite derretia.
Ele nunca percebeu o que o mundo inteiro já de cór sabia
Nada lhe aborrecia,
Ele compreendia o medo e de sofrer se fez de dor a sua vida.
Ele esbranquiçou a pele e de viver entrega a cor ao dia.
Nada mais tem
Ele vai perdendo a força e com o céu não se identifica
Ele vai perdendo a força, a forç... a for... a fo.. a f... a.
Nada mais pode fazer
Ele não é mais da terra e o dia nunca mais pôde nascer em paz.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Sobre tudo que há pra lá do vidro fechado

Começa com meus olhos bem abertos
Um olhar da janela do que pode ser meu quarto,
tanto faz.
A chuva batia no sumidouro da janela
Refletia no vidro as mais de cem gotas
Que dançavam derretendo e escorregando
Tudo tão bonito
Que entrou no hall das coisas inesquecíveis

O pensamento estava lá fora
Ao mesmo tempo que na liberdade de ser chuva, em seu olhar
Ao mesmo tempo que parava, ouvia, via.
Sentir não era permitido,
Os vidros que fechei não permitiam
Então olhe, escute
Veja o sentimento de fora e não entre
Escute-o passar e não pare-o

Desses, em mim,
A única, imperatriz, era saudade
Dando ênfase na minha pequinês

Vem lembrança clara
Vem passado, o bom
Vem o que não vem
Vem o que não foi
Acho melhor parar por aqui
Antes que as lembranças quebrem os vidros que fechei.

domingo, 18 de outubro de 2009

SOBRE TUDO QUE É PECADO...

Há tempos não escrevo nada,
Há tempos não me sinto em nada,
Então sua busca me falou mais perto do que aos ouvidos,
E senti um imenso empurrão transcorrer de minhas mãos
Então vamos ao que interessa,
Deixa eu te ensinar como fazer:
Tudo começa pela força ou direção
Cabe a cada um descobrir pra onde vai tudo o que vem
Então você destrói todo e qualquer taboo
Deixa se fazer de estranho sob seu próprio cobertor
Enquanto esquenta a cabeça pensando
*Sei como era bom sonhar,
**Corto os "vocês"
***Assim torno-te mais meu, mais pessoal.
Enquanto esquenta a cabeça pensando em tudo
*em tudo como é
**não é como está
Então você pega seus desejos
Então você pega sua coragem
Então você olha ao seu redor
E com olhos renovados
Está pronto pra cometer seu próprio pecado.

***Posso lhe acompanhar?


................................................
ENTRELINHAS

*Sei como era bom sonhar,
*em tudo como é

**Corto os "vocês"
**não é como está

***Assim torno-te mais meu, mais pessoal.
***Posso lhe acompanhar?
...............................................

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Sobre tudo que não tem pra quem dizer

Eu te amo?
eu amo?
e agora?
quem vai entender o que acontece aqui dentro
as vezes dói as vezes arde as vezes lateja as vezes só cossa as vezes maltrata as vezes incomoda as vezes ilumina as vezes mexe as vezes para as vezes odeia as vezes maltrata as vezes te chamo mas nunca acaba nunca
as vezes me perco as vezes te encontro as vezes acredito as vezes brinco as vezes sinto as vezes finjo as vezes quero as vezes só quero as vezes acende as vezes apaga as vezes bate as vezes apanha as vezes estamos as vezes sumimos as vezes te espero as vezes te sigo as vezes começa
mas nunca acaba nunca
as vezes perco o folego as vezes cabe pausa as vezes segue as vezes corre as vezes confunde as vezes te olho as vezes te vejo as vezes não há conexão as vezes não há simplesmente as vezes isso as vezes aquilo as vezes descanso as vezes me animo as vezes me desanimo mas nunca acaba nunca!
é meu, só meu. mas nunca acaba nunca!

Sobre tudo que escrevemos no taco na brasa

Perder parece fácil
Quando me perco ao te encontrar
Sábios os que se perdem
Os outros só sabem amar

Mudei de cara, mudei de roupa
A mesma que você ousou tirar
Mudei minha alma, mudei meu corpo
Troquei as coisas de lugar

Passei a vida aprendendo aos prantos
Sonhando em poder te ensinar
O amor tão sonhado por todos
Aqueles que sabem amar.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Sobre tudo que o cedex não entrega

Já se vai quase um ano e tenho a sensação de que ainda é muito novo.
Entre nós há distancia de um país inteiro mesmo sabendo que exagero é a minha cara.
As histórias complicadas me cansam do mesmo tamanho que me prendem.
Já não sei de qual você estou falando.
As vidas se misturam.
E foram tantas...
Sinto que afastar ainda é o melhor remédio.
Aqui já falo de todas as vidas.
Você não é do tipo que cabe em uma canção.
Você não é do tipo que cabe.
Na verdade não te conheço pra te amar.
Mas tenho vicio em amar pra conhecer.
Te concedo sua vida.
Te concedo nossas vidas.
E são tantas...
Não me importa se hoje ou amanhã.
Meu destino sempre foi ter um você fixo.
No momento quero acreditar que é você.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Sobre tudo que falam de mim

Como posso dizer algo de mim sem mencionar : quadrupede sem alma ?
Porque afasto de mim tudo que me recolhe.
Expulso do meu redor tudo que me proteje.
Estupro você com minhas palavras estúpidas.
Cuspo na tua cara e depois sorrio.
Como se o sorriso bastasse.
É .
Estou falando de mim.
Com o mesmo desprezo de quem me encontra perdido nas ruas.
Não sou o bacana que sempre fui.
Sou o novo e nojento ser adulto.
Cresci envolto em uma manta que eu rasguei com meus próprios dentes.
Com todo o prazer.
Rasgo uma, duas, depois rasgo você .
Te parto ao meio pra te ver partir de mim.
Quero tirar de você tudo que eu causei.
Quero jogar no lixo a parte inutil de você.
Quero mais é que se dane inteira.
Se essa parte vem de você?
Não.
Esqueceu ?
Estou falando de mim.


Sobre tudo que...

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...É assim que eu me sinto!

Sobre tudo que desejou

Entrou na estada.
Enquanto acelerava pensava em como ia ser bom nunca mais freiar
Mas o primeiro sinal fechou.
Abriu.
Enquanto retomava o pique pensou como era bom o vento em seus póros
Mas o vento parou
Ventou.
Enquanto olhava pra trás pensava como estava adiante
Mas algo o impediu
Voltou.
Enquanto voltava imaginou como gosto do calor do Sol
Choveu.
Enquanto se acostumava com a chuva pensou não querer mais nada.
Quis
Enquanto se contradizia entrou em tranze
Jamais entraria em uma estrada de novo
Fez a curva e seguiu a Rua

Sobre tudo que não é nada de mais

Só acordei com vantade de voltar
Nada demais,
Nada de diferente,
Tudo está tão comum.
Sinto que não tem lugar que me cabe melhor que a cama
Nada pede minha presença,
Nada me difere,
Sou tão comum.
Sinto que a mesmice me embriaga
Nada de assustador,
Nada se diferencia,
Isso é tão comum.
Sobre tudo creio que nem tudo está perdido
Tanta lagrima e eu sou um vazo vazio...